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| Clarice Lispector. |
Nós seus mais íntimos recantos ela sabia que poderia ficar ali para sempre, parada, sentindo a grama em contato com sua pele, sugando o universo para dentro de si. Seus pensamentos oscilavam, sentia forte o cheiro do mar, ela sabia que tudo era lindo, mais absolutamente doloroso. Voltava todo dia para casa com um peso do que via e ouvia, mais não desistia, continuava a sentir. Aquele peso a fazia se sentir tão leve que não sabia porquê chamava de peso. Deixava que tudo fosse passando, e no caminho ia montando um auto retrato de si, nas páginas soltas que a vida lhe dava.

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